REFLEXÃO COLETIVA SOBRE A ALFABETIZAÇÃO DA LÍNGUA ESCRITA
REFLEXÃO COLETIVA SOBRE A ALFABETIZAÇÃO DA LÍNGUA ESCRITA
A educação é muito complexa, envolve teorias, hipóteses e é de extrema importãncia que se tenha conhecimento da psicogênese da língua escrita. A psicogênese é a origem e desenvolvimento dos processos mentais ou psicológicos, ela surgiu com objetivo de enxergar a alfabetização de uma maneira além do convencional. As autoras dessa teoria, a psicóloga Emília Ferreiro e a psicopedagoga Ana Teberosky, fez grandes estudos e pesquisas sobre esse tema dando uma excelente contribuição para o entendimento do contexto sobre a alfabetização e como ocorre todo esse processo, quais hipóteses o professor deve usar e como identificá-los, as autoras chegaram à conclusão que, antes de a criança desenvolver e compreender o sistema alfabético, ela constrói várias hipóteses sobre a escrita, sendo elas a hipótese pré- silábica, hipótese silábica, hipótese silábico- alfabético, hipótese alfabética. As pesquisadoras precisaram de muito estudo para desenvolver a pesquisa e, para isso, tiveram como base fundamental os conhecimentos da psicolinguística e das teorias psicológica e epistemológica do psicólogo Jean Piaget.
No dia 12 de setembro de 2022 a professora
Larissa apresentou a atividade que iríamos realizar, sobre a alfabetização e a
psicogênese da língua escrita. A psicogênese traz grandes contribuições bem como alfabetização não começa na escola, de acordo com a teoria, as crianças são leitoras do seu mundo, antes mesmo de serem alfabetizadas oficialmente, a função social da leitura e da escrita, é escrevendo que se aprende a escrever, o erro não deve ser o motivo de castigos ou humilhações, alfabetização é um processo de compreensão e construção de sistema de escrita, e é importante frizar que a aprendizagem da escrita e da leitura não pode ser realizada de maneira mecânica, e sim um processo de construção, fases, respeitando a realidade da criança, sua especificidade, seu tempo e desenvolvimento intelectual.
Compreendemos que em turma de alfabetização pode se deparar com vários níveis de escritas diferentes, pois a aprendizagem não é um modelo que deve ser seguido igual a todos, cada criança tem seu tempo. É fundamental que os professores realizem uma analisem para identificar o nível de cada criança, para em seguida elaborar métodos e atividades que se adaptem ao nível de cada aluno, proporcionando assim que as crianças se desenvolvam na alfabetização.
Hipóteses da escrita segundo o conhecimento psicogenético.
Hipótese pré-silábica: a criança não
busca correspondência com o som, não estabelece vínculo entre a fala e a
escrita, elaboram de acordo com o que conhece inserindo objetos e símbolos,
caracteriza uma palavra com uma letra inicial.
Hipótese silábica: a criança compreende que as diferenças na representação escrita está relacionada com o “som” das palavras, o que leva a sentir a necessidade de usar uma forma de grafia para cada um, utiliza símbolos gráficos de forma aleatória. Essa hipótese se divide: sem valor sonoro e com valor sonoro. Com a primeira a criança escreve símbolos, e letras mas não tem noção do que está escrevendo, com a segunda a criança compreende e interpreta o som de uma letra ou sílaba, podendo iniciar com a letra do nome que ouviu.
Hipótese silábica-alfabética: a criança já percebeu a escrita alfabética nota a pauta sonora das palavras, convive com as duas formas de fazer a correspondência dos sons, ora usa a forma silábica, ora usa a alfabética.
Hipótese alfabética: a criança já entende e compreende a função da escrita e precisa orientação ortográfica, ela pode escrever corretamente ou não, com alguns erros ortográficos, é a fase em que o algumas diferenças entre a língua falada e a escrita.
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